A Tecnologia aplicada ao recrutamento

A área do recrutamento está a mudar no mundo inteiro e o próximo emprego pode estar à distância de um clique, pelo que surgem novas oportunidades para quem procura novos desafios profissionais, assim como para quem trabalha para os recrutar, podendo ambas as partes tirar partido das , como são exemplo o Facebook e o LinkedIn.

Do lado dos recrutadores surgem também novas oportunidades no âmbito do digital, como a pesquisa e mapeamento de pessoas, a aferição do fit pessoal e cultural de cada candidato relativamente a um determinado empregador, a pesquisa digital de referências e as plataformas autónomas de gestão de candidaturas.

A era do recrutamento on-line é ainda relativamente recente, pelo que as empresas ainda estão numa fase de aperfeiçoamento dos processos.  A tendência é que este mercado cresça ainda mais, pois é uma forma eficaz e segura de recrutar. Assim, é de prever que o recrutamento com recurso à tecnologia continue a crescer em importância, à medida que um maior número de pessoas migre para o ambiente on-line, especialmente quando a geração atual de jovens, que cresceu com a Internet e a entender o potencial das redes sociais, esteja pronta para entrar no mercado de trabalho.

Comparando o processo de recrutamento tradicional com o virtual, fica claro que o modelo de gestão baseado na tecnologia de informação leva a que esta seja considerada uma vantagem competitiva e não apenas um processo burocrático levado a cabo pelas empresas. Entre outros objetivos, a visão mais digital do recrutamento visa ainda reduzir significativamente os custos e melhorar a eficiência interna das empresas, como, por exemplo, a redução do gasto de papel, a automatização de algumas atividades rotineiras e repetitivas, a liberdade dos colaboradores para utilizarem o sistema de forma interativa, o desenvolvimento de uma força de trabalho cada vez mais informada sobre assuntos relativos a recursos humanos, o aumento da velocidade de resposta dos sistemas/atividades e a garantia de tomada de decisões mais informadas por parte dos empregadores.

Assim, é já certo que a tecnologia terá um impacto cada vez mais significativo na forma como trabalhamos, mas também como encontramos e recrutamos as pessoas para o lugar certo. A inteligência artificial vai acabar por, de alguma forma, alterar a forma como recrutamos, mas é importante sabermos como é que os recrutadores, candidatos e organizações se estão a preparar para esta revolução e como e se conseguirão adaptar-se a este novo paradigma.

Como tal, fica cada dia mais claro que o modelo tradicional de candidatura através do envio de CVs poderá ter os dias contados, sendo que as estatísticas indicam que entre 75% a 85% dos currículos recebidos não são indicados para a função a que o Candidato se propõe. Assim, a tecnologia e o digital poderão ser uma boa ferramenta para adequar a oferta do mercado à procura, na medida em que os CVs poderão vir a ser filtrados por algoritmos. (Fonte: Porto Business School)

 

Rita Oliveira

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