Encontrar trabalho, o desafio que todos querem superar

“Encontrar trabalho”, é algo por que todas as pessoas já terão passado, ou que podem estar a passar. É um desafio, muitas vezes árduo e, por esse motivo, decidimos partilhar um artigo com dicas práticas, mas produtivas e simples, sábias e exigentes, mas principalmente efetivas! Dicas para toda a comunidade de talento, porque pequenos rituais podem impactar na felicidade pessoal e corporativa.

Na Argo Fit somos desafiados diariamente por pessoas que pretendem conselhos sobre como repensar as suas vidas profissionais. Quando nos procuram, muitas delas já fizeram o seu primeiro “zapping” profissional – i.e., não gostam do canal atual e mudam para outro que lhes parece, à partida fazer mais sentido.

Depois da “lua-de-mel” compreendem que fizeram uma má escolha. O “filme” não era bem o que parecia. As razões podem ser diferentes para cada caso, quando o mal está feito, mas por vezes poderemos ser surpreendidos e ficarmos “profissionalmente disponíveis”.

Além disso, o contexto económico-financeiro atual, não só nacional, mas também europeu ou mesmo mundial, tem-nos subtilmente incitado a estar mais atentos às oportunidades de mercado, ou mesmo a “agir mais em vez de reagir”, a tomar uma atitude mais proativa e não simplesmente reativa, como sucedia no passado quando, quase passivamente, ouvíamos propostas que nos chegavam, mas sem grande exaltação ou interesse.

Neste sentido, o mercado “sofre” com esta mudança, é cada vez mais difícil conseguirmos a função/ área/empresa que aspiramos. Atualmente não basta enviarmos CVs ou investir na nossa rede de contactos e esperar que essas ações, “garantidas” num passado recente, resultem na marcação da tão esperada entrevista… Como costumamos ouvir, encontramo-nos a viver em tempos exponenciais, por isso, temos igualmente de atuar “exponencialmente”, em várias frentes.

Assim, quer seja por razões de lay-offs indefinidos, pelo aumento da taxa de desemprego, pela desvalorização da proposta de valor da função, ou simplesmente por se sentir aborrecido nos dias que correm, qualquer que seja a sua razão para procurar uma nova função profissional, partilhamos algumas dicas para os “exponenciais” job-seekers, com base nos estudos publicados na Harvard Business Review.

  • Identifique oportunidades de carreira: escreva nomes de empresas, negócios ou funções que se enquadram nos seus objetivos e “explique-se” porquê. Quando a oportunidade surgir, faça como se estivesse a comprar uma empresa ou mesmo uma casa e seja minucioso na análise. Aplique todos os critérios que podem definir a sua felicidade profissional – Acredito na minha missão? Gosto da função que vou desempenhar? Confio e identifico-me com as pessoas com quem vou trabalhar? Identifico-me com a cultura e valores da empresa? Compreendo como me poderei desenvolver enquanto pessoa e profissional e em que moeda serei reconhecido e recompensado? Se não tem estas respostas, é altura para as procurar rapidamente antes de tomar a decisão final.
  • Prepare cartas de apresentação e CV’s que “brilhem”: Muitas vezes, estas ferramentas são a nossa primeira “porta de entrada” nas organizações onde pretendemos ingressar. Assim, invista nestas primeiras formas de contacto, de maneira a mostrar, de forma clara e inovadora a sua personalidade, os seus talentos, os seus objetivos e expetativas profissionais. Um CV ou carta de apresentação bem estruturados, originais e esclarecedores, são o seu melhor cartão-de-visita, invista em mostrar-se de forma fiel e humilde.
  • Utilize as redes sociais e profissionais (Facebook, LinkedIn, The Star Tracker) para expandir a sua rede de contactos e aumentar as oportunidades: Não crie uma rede de contactos apenas quando precisa, mas sim quando não precisa. Veja os seus contactos como advisors e não como pontos de acesso ou alguém a quem vai pedir ajuda. É da natureza humana ter mais predisposição para dar um conselho do que atender a um pedido de ajuda. Sim, é incrível, mas é verdade. Faça a lista de todas as pessoas que conhece que direta ou indiretamente o poderão aconselhar sobre as suas empresas target, missão ou opções profissionais. Explicar de forma mais organizada o porquê das suas opções, fundamentadas pela introspeção e experiência anterior, será uma missão mais fácil, credível e provavelmente a predisposição do seu contacto para ajudar será maior.
  • Torne-se visível: já está presente nas redes sociais como o Linkedin ou Facebook? Cada vez mais empresas procuram talentos através destes canais alternativos. Destaque o seu talento, as suas motivações ou áreas de interesse e deixe sempre a porta aberta para um contacto. Crie a curiosidade de o conhecer!
  • Apresente-se às empresas e aos contactos-alvo: nesta fase é fundamental pensar antes de agir. Disparar e depois perguntar é uma excelente arma de suicídio profissional. Não “metralhe” o seu CV em todas as direções sem antes pensar melhor o que é que realmente pretende para a sua vida. E não nos referimos apenas à vida profissional, mas também ao impacto que ela terá na sua vida pessoal.
  • Desenvolva a sua própria marca: Todos nós temos uma marca, um fator de diferenciação, uma unicidade. No fundo, são os nossos talentos únicos, o que nos torna especiais e diferentes dos demais e criam o nosso “personal branding”. Invista na sua marca de forma a diferenciar-se dos demais e mostrar as suas caraterísticas únicas.
  • Mostre ao entrevistador de que forma tem a experiência e as competências necessárias à função: capitalize os seus talentos e a sua experiência adquirida compreendendo de que forma é que estas variáveis, desenvolvidas no passado, poderão ser aplicadas num futuro desafio profissional.

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