Porque se deve selecionar um profissional através de Executive Search?

Interessa, antes de mais, perceber esta metodologia.

Executive Search pode ser considerado o ex-líbris do Recrutamento & Seleção, uma vez que está direcionado para a atração de talento para funções estratégicas e de grande impacto nas empresas. Não sendo de todo uma metodologia recente, diferencia-se claramente do recrutamento tradicional, feito através do anúncio de emprego.

O desafio é atrair talento através de uma imersão ao mercado, fazendo uma análise exaustiva do mesmo, identificando potenciais candidatos dentro dos setores target, de forma direta. Posteriormente, interessa conhecer os melhores profissionais do mercado, de forma aprofundada e holística, para selecionar aqueles que para além do match com o job description, reúnem o fit com a cultura da empresa em questão.

 

Os três intervenientes principais em processos de Executive Search:

Empresa Cliente

Na perspetiva do cliente, a decisão de optar por um serviço desta natureza prende-se sobretudo com o que pretende obter . Se o propósito é encontrar o talento certo no mercado, que acrescente valor à organização de uma forma transversal, sendo uma posição com impacto (direto ou indireto) para o negócio e a aposta é, sobretudo, recrutar com a confiança de que é feito um mapeamento exaustivo do mercado, então a opção pelo Executive Search é claramente acertada.

Outra das vantagens do Executive Search é o Employer Branding, termo que tem vindo a ser utilizado com cada vez mais frequência e que, claramente, deve ser uma preocupação das Organizações nos dias de hoje. A forma como a oportunidade profissional e o projeto de carreira são partilhados e divulgados pelos potenciais candidatos é crucial, assim comoé também uma questão a ter conta quando se recorre a serviços de consultoria. A experiência que os candidatos têm ao fazerem parte de um projeto de seleção é um excelente cartão de visita para as empresas que recrutam, pelo que é crucial a preocupação com este tema neste tipo de processos.  

Outra importante vertente a destacar é o advisory que é feito aos clientes. A ligação que se cria entre consultor e cliente e a relação que se constrói, resulta de uma verdadeira e sincera parceria entre as partes. Este advisory inicia-se no levantamento do perfil a recrutar, fase em que muitas vezes as empresas precisam de uma orientação para definir o que realmente necessitam para a sua estrutura e, na maioria das vezes, nunca termina. É importante para a empresa cliente sentir confiança no consultor e saber que pode contar com o seu contributo, mesmo que não estejam a desenvolver um projeto de seleção no momento.

Candidato

É um dos intervenientes mais relevantes deste processo e, como tal, o sucesso da missão depende dos profissionais que são abordados, direta ou indiretamente, para o projeto de seleção.

Para o candidato, independentemente de ser selecionado e admitido pela empresa cliente, a experiência ao participar neste tipo de projetos deve ser marcante, desde a primeira abordagem. O momento de entrevista é fundamental para existir uma franca e aberta comunicação entre as partes e é o momento para o consultor conhecer a pessoa que tem à sua frente. O objetivo não pode ser só conhecer o percurso profissional, mas sim ir muito para além disso. Trata-se de um momento imersivo, no qual os candidatos podem e devem fazer um overview à sua história de vida: as suas influências, o que valorizam, os seus drives motivacionais, principais marcos do seu trajeto, que influenciaram ou condicionaram a forma de ser ou estar. Estas questões, que à primeira vista parecem acessórias, são de facto as mais relevantes e vão ajudar a perceber se estamos perante o candidato ideal para a posição em aberto.

O acompanhamento do candidato ao longo de todo o processo, bem como o advisory que naturalmente acontece, independentemente de o candidato fazer parte da short-list final, é de destacar neste tipo de processos. A relação que é privilegiada, ao longo de todo o processo, resulta muitas vezes num networking poderoso e, outras vezes acontece que candidatos se transformam em clientes.

A forma como todo o processo é conduzido deve ser cuidada, na medida em que quando se estabelece um compromisso com o candidato, o mesmo deve ser sempre cumprido. O feedback e a gestão de expectativas ao longo de todo o processo são fundamentais. Momentos como o final da entrevista, bem como a conclusão do processo em si, e mesmo após o candidato integrar a empresa cliente, não são descurados em processos de Executive Search.

Consultor

A empresa de consultoria a selecionar neste tipo de projeto é importante, pois faz sentido que exista fit entre as partes e, sobretudo confiança. É fundamental que a empresa cliente se sinta confortável com o trabalho a realizar pela empresa de consultoria e que a empresa de consultoria se reveja nos valores defendidos pela empresa que vai representar no projeto a desenvolver. Estes são aspetos importantes e que devem estar garantidos, com o propósito de se estabelecer uma parceria de sucesso.

Para além da empresa de consultoria, existe o consultor, que é o interlocutor entre o cliente e os candidatos. Neste caso, a sua intervenção é também de destacar num projeto desta natureza. Enquanto profissional neste processo, o Consultor tem a possibilidade de, a cada projeto: aprender sobre determinada área de negócio, imergir naquele mercado e perceber como se opera no mesmo, compreender como as estruturas das empresas estão definidas, e como as equipas estão organizadas. Isto é algo que torna o processo tão rico como desafiante.  Por outro lado, é aliciante conhecer pessoas interessantes, com diferentes formas de trabalhar, de estar, e de ser. Conhecer os seus achivements, as suas aspirações, as suas falhas, as suas histórias de vida. Desenvolver um trabalho rico desta forma e ter possibilidade de auxiliar a empresa cliente a encontrar um talento diferenciador para a sua organização, é, sem margem de dúvida, muito gratificante.

Trabalhar por projeto, integrado numa equipa, em que cada projeto é único e será gerido como tal, sem guiões, ou fórmulas únicas, dá autonomia e liberdade de atuação, que permite ao Consultor crescer e desenvolver-se não só como profissional, mas sobretudo como pessoa. Quando trabalhamos num contexto flexível, que nos permite ter acesso a projetos diferenciadores e desafiantes nos quais podemos acrescentar valor e sermos nós próprios, a energia que passamos para candidatos e clientes será certamente genuína e positiva.

Em suma, um processo de Executive Search é muito mais que um processo de recrutamento para cada uma das partes envolvidas. É uma experiência poderosa que fica, que marca e que supera, na maioria dos processos, o seu propósito inicial – selecionar o talento certo para a Organização.

Carla Figueiredo